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A Sociedade Antiga Filarmónica Montemorense Carlista é oriunda de um grupo de filarmónicos que teria sido organizado na primeira metade do séc. XIX em 1830 sob a regência de Carlos Simões.
A falta de estradas e transportes, o isolamento da vila e as muitas festas nela realizadas, foram os factores preponderantes para que o referido grupo se organizasse. Conhecido simplesmente pelo grupo do Mestre Carlos, foi progredindo, até que a 30 de Junho de 1861, vários elementos de posição social acharam oportuno fazer do grupo uma Sociedade. E assim ela fica denominada Antiga Sociedade Filarmónica a Carlista. A legalidade oficial da Sociedade que arrasta consigo a tradição de antiga, proveniente da antiguidade do grupo filarmónico, entra na sua efectivação a 21 de Abril de 1862, que é a data da carta régia que aprova o seu primeiro estatuto.
António Justino da Costa mais tarde Conde de Santo André, Joaquim Lopes Tavares, João Rafael Mousinho, Fiuzza Gião, Luís Cayola, Laboreiros, Sousa Barreto, Dr. António Agostinho, João Manuel Malta e Pereira Rosa, são os fundadores da Sociedade.
Vivia a Carlista em modesta sede de aluguer, mas dentro da sua casa a única divisa era somente a politica musical. Pois dentro deste essencial principio; regeneradores, progressistas, já republicanos e socialistas, esqueciam os seus enredos políticos e partidários e só actuavam no campo da nova associação musical a sua Sociedade Filarmónica.
Mas fora irmandade de pouca duração. E poucos meses decorridos do ano de 1862, os grandes partidos dividiam-se e os respectivos cabecilhas afastam-se. Entrava em causa a selecção de classes sociais. Os regeneradores ficam a alimentar a Carlista e os progressistas saem e fundam uma nova Banda, a que dão o nome de «Circulo Montemorense».


Regeneradores e progressistas começam por se odiar, procurando cada um dos dois partidos fazer extinguir a Banda adversária. A luta toma proporções inquietantes.
A nova Sociedade, por meio de acções, consegue construir um soberbo edifício para a sua sede, o que sem dúvida constitui uma afronta para a Carlista, pois a sua modesta sede continuava a ser casa de aluguer.
Ficara na Carlista o chefe político local, regenerador, Visconde da Amoreira da Torre.

Popular, humanitário, bondoso e de grande prestigio; dir-se-á que nunca pensou fazer para a sua querida Carlista qualquer pomposa sede.
Mas a acção do «Circulo Montemorense», (mais tarde denominada de Pedrista) o seu desafio, a sua enorme influência associativa, tudo isso feria grandemente a carolice do Visconde. Preparando um plano de desforra começa por comprar grandes quantidades de acções da Pedrista. Para isso servia-se de amigos, dispusera do seu prestígio e de dinheiro, e quando chegou a possuir o maior número, distribuiu essas acções pelos sócios da Sociedade de que era presidente e promove uma disputa e célebre assembleia de accionistas. Poder-se-á ainda hoje fazer uma ideia do que foi essa aguerrida assembleia cujo fim era expulsar da sua casa a entidade que, com tanto sacrifício a construíra.
A razão defendida pelos Carlistas era que o edifício da Pedrista lhes pertencia, pois possuíam a maioria das acções. O resultado da assembleia é lhes favorável. E quando notificam a direcção da Pedrista que tem de sair da sua sede, esta intimativa não é aceite. O caso é entregue ao poder judicial, que faz respeitar a resolução da assembleia dos accionistas.
Á margem da renhida luta da casa a Banda faz progressos, em 1885 na cidade de Évora, por ocasião de grandes festas promovidas em honra da visita do Rei D. Luís I, distingue-se a Carlista. É que andando em destaque o cornetim, é sem dúvida de todas as Bandas em causa a que melhor cornetista apresenta na cidade Museu. E essa distinção merece-a o jovem montemorense e filho da Sociedade, Adelino Augusto da Silva o grande Adelino, como popularmente ficou conhecido.

Em

Eram cumpridas as determinações do poder judicial.
Depois do ciclone de 15 de Fevereiro de 1941 esta sede ficou em ruínas mas surtidos apelos e extraordinárias dedicações acorreram a dar-lhe novamente vida e entusiasmo.

Não é possível hoje dar uma completa relação dos seus regentes. Mas de alguns se podem citar:
Amaro Augusto Romão, gastrónomo famoso e artista exímio de basta fama; maestro da Banda da Sociedade Carlista mais de 30 anos e autor do Hino da Sociedade.
· Augusto Bailão.
· José Valério, amador de indiscutível mérito.
· Adelino Augusto da Silva, o grande cornetista Montemorense.
· Vicente António dos Reis.
José Pires da Cruz, Maestro da Banda da Sociedade Carlista perto de 20 anos, regente de hábil mestria que, não obstante a sua patente de capitão é com estranha devoção que se entregou á Carlista.
Tem como qualquer humilde e natural entusiasta, exercido durante largo tempo o cargo de tesoureiro da Sociedade, sentindo as suas faltas, atenuando-as por vezes com prejuízo próprio e com fina inteligência e tacto administrativo tem sabido refazer a Sociedade do desastre do ciclone.
· Nicolau Catita.
José Saragaço, 1974 / 1990

Jaime Rego, 1990 / 1995

· Tiago Pires, 1995 / 1997
José Pedro Barreiros Professor da escola de música da Banda, Clarinetista e Maestro


Contribuiu e muito para elevar e manter o bom-nome desta colectividade. Durante estes largos anos enquanto responsável pela escola de música da Banda desenvolveu inúmeros projectos, o de maior destaque foi alargar a Escola de Música, não só aos alunos da Banda mas também a outros, com o objectivo de captar para a colectividade o maior numero possível de alunos que pretendessem aprender outro tipo de instrumentos, nomeadamente teclas e cordas. Conseguiu o apoio da Academia de Música Eborense e este novo projecto começou a funcionar, como pólo daquela instituição em 1990. Passámos assim a ter uma escola de música oficial em Montemor-o-Novo, foi um grande passo para o desenvolvimento cultural desta cidade. No entanto surgiram algumas divergências, entre as duas direcções, Academia de Música Eborense / Sociedade Carlista e levaram a que em 1993 este pólo termine em Montemor.
Manteve a escola de música da Banda só com instrumentos de sopro e percussão os alunos frequentavam aulas de instrumento e Formação Musical, dada por músicos da Banda.

· Luís Massano, Fevereiro a Outubro 2002
Sérgio Frazão, actual maestro desde 12 de Outubro de 2002

Quando foi convidado a dirigir esta Banda, sabia que tinha pela frente uma tarefa complicada, pois os últimos meses desta Banda não tinham sido os melhores. Com dedicação e entusiasmo, foi motivando os músicos e proporcionando-lhes novos desafios conseguindo elevar a qualidade musical. Músicos que já haviam saído começaram a mostrar interesse pelo trabalho desenvolvido, voltando assim a fazer parte desta antiga mas remodelada Banda.

Para melhorar as qualidades técnicas da Banda maestro e direcção pediram apoio a instituições de elevado mérito no ano de 2003/2004 para a aquisição de instrumentos imprescindíveis á concretização das novas propostas de trabalho apresentadas. Tendo uma resposta afirmativa conseguiu-se assim adquirir novos instrumentos e desenvolver novos projectos.

Desde Janeiro de

A Banda da Sociedade Carlista com 35 elementos é um dos principais locais de cultura da Cidade da Cidade de Montemor-o-Novo, durante este longo percurso, efectuou concertos um pouco por todo o país em Espanha, e no ano de 2003 deslocou-se aos Açores a fim de realizar um intercâmbio com a banda Filarmónica Liberdade do Cais do Pico da ilha do Pico. Efectuou ainda concertos em conjunto com as duas Bandas do concelho, (Lavre e Cabrela) realçando o dia Mundial da Música 1 de Outubro, organizado pela sociedade Carlista no ano de 2004, no Cine teatro Curvo Semedo em Montemor-o-Novo. Em ocasiões mais solenes realiza concertos em conjunto com o Coral São Domingos, coro da mesma cidade e de grande importância cultural. (www.coralsaodomingos.com)


Conta ainda com uma escola de música com cerca de 40 alunos. As aulas são ministradas por professores qualificados em todas as árias, formação/iniciação musical, instrumentos de sopro, cordas, e percussão.











































































































O grupo Ensemble de Clarinetes da Sociedade Carlista constituído em 2004 por quatro Clarinetes, tem como objectivo proporcionar aos alunos de Clarinete novas experiências na prática de conjunto, enriquecer o conhecimento musical em concertos ligados a outro tipo de actividades fora do contexto musical da Banda Filarmónica.
No ano de 2005 o Ensemble de Clarinetes passa a quinteto e no mês de Abril destaca-se a participação deste a convite do INATEL para a inauguração de uma exposição na Delegação do INATEL de Évora. Ainda neste mês e a convite do Grupo de Amigos de Montemor destaca-se a participação do mesmo num concerto comemorativo do aniversário da casa do Alentejo em Lisboa e na exposição de doces conventuais no convento de São Domingos em Montemor o novo.
2004/2005, efectuou concertos em:
§ Vila Viçosa (S. Gregório)
§ Castelo de Vide
§ Pinhal Novo
§ Lisboa (Casa do Alentejo)
§ Montemor-o-Novo (S. Carlista)






Câmara Municipal de Montemor-o-Novo: www.cm-montemornovo.pt
Junta de Freguesia Nossa Senhora do Bispo: http://clientes.netvisao.pt/er021558
Bandas Filarmónicas: www.bandasfilarmonicas.com
Grupo Coral de São Domingos: http://www.coralsaodomingos.com
Grupo Coral de Évora: http://coralevora.no.sapo.pt/index.htm
Eborae Mvsica: www.evora.net/eboraemusica/
Grupo dos Amigos de Montemor: http://GAM.blogs.sapo.pt
Valentim de Carvalho: www.valentim.pt
Canadian Brass: www.canadianbrass.com
German Brass: www.german-brass.de/german_brass/home/in
O Site do Jazz: www.ejazz.com.br
At- Tambur (Músicas do Mundo): www.attambur.com/default.htm
INATEL: www.inatel.pt
Associação de Comunicação e Artes: www.evora.net


Já ia a ser tempo de a Sociedade "Carlista" estar presente na Internet. Deste modo decidi criar este blog que actualizarei com o que todos os interessados, músicos, maestro, e todos os amigos da "Carlista" decidirem colaborar. Espero que ajudem na divulgação. Para a publicação de notícias por favor enviem o texto escrito e/ou imagens que desejarem ver no nosso Blog para cesampaio@hotmail.com ou carlista@sapo.pt.
Aguardo então novidades!
Carlos Sampaio